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Dona Ruth morreu, que Deus a tenha. Pessoalmente, não tenho nada contra ela. Mas, ninguém quando morre é feio ou ruim. Não que ela fosse. Mas, estão dourando demais a pílula… O presidente dos tucanos declarou que ela tinha grande prestígio no partido, adiando a comemoração de seus 20 anos que ocorreria hoje. A “grande” impressa, desde ontem, quando foi anunciada sua morte, a aponta como mentora do Bolsa Família, dizendo que já estava tudo acertado para que os programas de vale gás, vale leite e o escambau fossem unificados no famoso programa de transferência de renda do Governo Lula, criticado no Brasil e reconhecido no mundo inteiro. Agora, da noite para o dia, da vida para morte, o Bolsa Família virou obra de dona Ruth! Nem isso o Governo Lula fez! E a influência de dona Ruth era tanta entre os tucanos que eles são os maiores críticos do programa… Ora, faça-me o favor de não nos tratar como idiotas!

Abaixo o exemplo de Dimenstein…

Ruth Cardoso é um dos personagens discretos por trás da maior realização social da gestão Lula: a Bolsa- família.

Como uma das mais notáveis estudiosas brasileiras da questão social, Ruth Cardoso ajudou, quando era primeira-dama, na implementação de ações governamentais que fossem focadas e envolvendo diferentes esferas de poder, num esforço para evitar a superposição da tarefas e desperdício de recursos.

Havia tempo, ela observava a pulverização inconseqüente de planos oficiais. Até então praticamente não existiam no país projetos envolvendo tantos e tão diversos ministérios e secretarias, centrados no município.

Nessa visão, ela vinha impulsionando, dentro do governo FHC, um plano para que as diferentes bolsas (bolsa-escola, bolsa-alimentação etc) existentes fossem unificadas em torno de apenas um eixo –no caso, a família. Buscava-se um único cadastro para os programas.

Todo esse esboço de unificação já estava encaminhado quando Lula assumiu poder.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u415856.shtml

Como diz o bordão de uma personagem da TV brasileira: “Prefiro não comentar”…

Thomas Beatie grávido

O transexual americano Thomas Beatie anunciou estar grávido de uma menina e deve dar à luz em julho deste ano, apesar da oposição da classe médica, de parentes e amigos.

Em depoimento prestado à revista dirigida a homossexuais The Advocate, Beatie, que nasceu mulher, mas trocou de sexo há oito anos, conta que sua mulher de dez anos, Nancy, sofreu uma histerectomia - retirada do útero - no passado e, quando o casal decidiu iniciar uma família, coube a ele engravidar.

“Querer ter um filho biológico não é um desejo feminino ou masculino, é um desejo humano”, disse Beatie, acrescentando que, quando o casal decidiu ter um filho, ele parou de tomar suas doses regulares de testosterona e voltou a ovular naturalmente, não sendo necessário o uso de nenhuma droga para aumentar a fertilidade.

““Eu sou um transexual, legalmente um homem, e legalmente casado com Nancy”, diz ele na revista. Conto com todos os direitos federais de um casamento”.

Quando trocou de sexo, Beatie se submeteu a uma mastectomia - teve seus seios retirados - e iniciou uma terapia com hormônios masculinos.

“Mas mantive meus direitos reprodutivos”, diz ele, esclarecendo que a sua mudança de sexo não incluiu nenhuma modificação dos seus órgãos sexuais femininos.

Rejeição

Beatie conta que o casal enfrentou rejeição e chegou a ser recusado por médicos, quando foi procurar inseminação artificial.

“O primeiro médico que procuramos era um endocrinologista especializado em reprodução. Ele ficou chocado com a situação e pediu que eu raspasse os pelos faciais. Depois de uma consulta de US$ 300 ele, relutantemente, fez meus exames médicos”, diz ele.

O médico ainda ordenou que o casal fosse examinado pelos psiquiatras da clínica para avaliar se eles tinham “condições psicológicas” de ter um filho.

Mas, segundo Beatie, poucos meses e alguns milhares de dólares depois, o médico suspendeu o tratamento afirmando que ele e seus funcionários se sentiam desconfortáveis por tratar alguém como ele.

“Médicos nos discriminaram, nos mandado embora por causa de crenças religiosas. Profissionais de saúde se recusaram a me chamar por um pronome masculino ou reconhecer Nancy como minha esposa. Recepcionistas riram da gente”, afirma.

Ao todo, diz ele, nove médicos foram envolvidos no processo, até que eles conseguiram acesso a um banco de esperma. Mas tiveram que optar pela inseminação caseira.

Quando engravidou pela primeira vez, foi uma gravidez ectópica (quando o embrião se fixa fora da cavidade uterina) de trigêmeos, que fez com que ele perdesse os embriões e uma de suas trompas.

“Quando meu irmão soube disso, disse ‘é uma coisa boa isso ter acontecido. Quem sabe que tipo de monstro teria sido?’.” A família de Nancy sequer sabia que Beatie é um transexual.

Segundo Thomas, há até pouco tempo, os vizinhos na pequena comunidade de Oregon consideravam ele e Nancy um casal normal, trabalhador e apaixonado, até que eles decidiram ter o primeiro filho.

Além da comunidade médica local, poucos sabem que ele está grávido de cinco meses, mas ele afirma que está se sentindo “incrível”.

“Apesar de minha barriga estar crescendo com uma nova vida dentro de mim, estou estável e confiante sendo o homem que sou. De forma técnica, me vejo como minha própria ‘mãe de aluguel’, apesar de que minha identidade como homem é constante. Para Nancy, sou o marido dela carregando nosso filho.”

 

Doravante II

O dia terminou como começou, mas já bastante diferente.
A tormenta persistiu, ainda anunciando as mudanças. Mas, os grilhões começaram a ser quebrados e os clarões da aurora já se prenunciam…

Doravante

O dia amanheceu carregado, como que antevendo grandes transformações. A ira se precipitou sobre a terra, trazendo apreensão e cuidados necessários nestes momentos. Por maior que seja a tormenta, porém, a mesma sempre é sucedida pela bonança. Espero que assim seja.
etTenho aprendido, com o tempo, a identificar certos tipos de loucos através do olhar. Isso me impressiona e amedronta, para falar a verdade. Será que é porque sou um deles? Só sei que muitas vezes tenho vontade de sair correndo de perto de algumas pessoas… Nunca se sabe quando vão surtar!

Lavando a alma

Ontem tomei uma destas gostosas chuvas que mais que molhar o corpo, lava a alma.

Confesso que ando desanimado com estes tais de seres humanos, dentro os quais eu me incluo.

Cada vez vejo mais claro que uma das principais invenções dos últimos tempos foi o fone de ouvido. Sem ele eu me recuso a sair de casa!

A conversão

Essa é velha, mas é boa demais!

Ariano Suassuna contando um caso e cantando, segundo ele, um funk/punk que lhe teria sido “apresentado” por um jovem que lhe procurou para convertê-lo ao rock…

Hilário!

“O Amor nos Tempos do Cólera” é um filme que merece ser visto e revisto. Um épico belíssimo, com intensidade, dramaticidade e linda fotografia.

Mais do que a história de um homem determinado, trata-se da saga de uma obsessão. Afinal, o que é o amor romântico, senão uma grande obsessão? Nada mais, nada menos que 53 anos, sete meses, 11 dias e 11 noites de espera…

Amor, casamento, sexo. Nem sempre estes três aspectos andam juntos. E esse filme mostrou isso poeticamente, de certo espelhando a obra de Gabriel García Márquez que, confesso, por ora ainda não conheço.

Abaixo Ivan Lessa e seu humor irônico e cortante, abordando um tema que muito me incomoda. As idas e vindas da ciência, tida como a mãe da verdade, são deveras irritantes, para dizer o mínimo. Não que a ciência não seja boa, efetivamente não se trata disso. Mas, a forma como tantas e tantas vezes a usam, inclusive, como ele denuncia, de forma “industrial”, é que me inquieta, e por isso a repudio. O que ontem era bom, hoje vira um veneno tão mortal quanto os efeitos de uma bomba atômica (e zilhões de dólares/euros/reais são gastos por isso), para, algumas décadas depois, voltar a ser bom. Fato é que nada, ou quase nada, sei lá, é somente bom ou somente ruim, como os cientistas maniqueístas muitas vezes querem fazer crer. Ou seja, se algo faz mal para determinado aspecto do organismo, faz bem a outro, não necessariamente nesta mesma ordem… Deixo o Ivan falar, pois já disse muita abobrinha.
É pra gente pegar sol. Sol é danado de bom pra gente. Sol ajuda a proteger a gente contra certas formas de câncer. Sol é ótimo para conter doenças cardíacas. Raios! Raios solares!

Eu feito um idiota crente que era pra tomar um bruto cuidado com o sol. De uns 30 anos para cá. Mais ou menos. Quando eu era garoto de praia, e dela não tirava o corpo, o sol só era importante para a pelada e o jacaré e o olho bobo nas moças.

Todos nós não ligávamos para aquele que uns tolos ainda chamavam de “propalado” e além do mais “astro-rei”. O sol não fazia mais que sua obrigação ao ficar lá em cima mandando sua brasa “ninóis”.

Loção era apenas pra se queimar mais rápido. Jovens de todos os sexos – e como havia sexos, minha gente – comparavam seus bronzeados. Bacanérrimo ser moreno. Todos nós éramos morenos. Feito o poeta falou. Lá mesmo. Zona sul. Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon.

Nunca que ninguém ouvira falar em fator 8. Ou fator 6 ou 12. Não havia fatores a não ser na aula de matemática. Ou num papo empolado. “Porque há um fator aí que temos de levar em conta. Trata-se de …” Coisa e tal.

Depois, muito depois, chegou o câncer, com sua carona hedionda. Câncer, que ninguém gosta sequer de pronunciar ou ver escrita a palavra. E eis que o sol vira uma indústria.

“Por que há um fator muito importante nessa história de pegar muito sol. Dá câncer de pele e …” Esse o papo tipo acabado do tal fator para esse ou aquele outro tipo de pele.

Frise-se: o fator pele é muito importante. Sem a pele não teríamos calafrios, brotoejas, eczemas e, nunca é demais lembrar, algo que aparasse e segurasse nosso esqueleto. Pele é muito importante.

As pessoas (sempre dos mais diversos sexos) se tocam e se apalpam para ver se combinam, se a coisa – é, a coisa – vai ser legal ou não.

Falando sério

Em suma, digo, embora não entenda nada de sumas, que não são o meu forte. Em suma, ia dizendo eu, o sol, que não tinha contra-indicações, um belo dia de chuva passa a ser um perigo para nossa tão frágil pele.

Há séculos que as pessoas se entopem de cremes e loções com os mais variados fatores e outros ingrediente misteriosos a fim de proteger o corpo contra as inclemências do bom tempo à beira-mar ou beira-piscina.

Agora, fico sabendo, e vocês também, que sol é bom e faz bem. Isso segundo a ciência. E ciência americana, que é uma arte exata e válida para livre exportação para todas as partes do globo, ensolaradas como o Quênia ou chuvosas como a Floresta Amazônica.

Paro de deblaterar e vou às batatolinas.

O senhor doutor Richard Setlow, biofísico do Laboratório Nacional de Brookhaven (laboratório, é? Hmm. Sei), e tido como perito nas radiações solares e seus possíveis elos com o câncer de pele, publicou um estudo neste mês, via a Academia Nacional de Ciências norte-americana, argumentando que as pessoas com alto nível de vitamina D, aquela produzida por nossa pele, têm mais possibilidade de sobreviver a vários tipos de câncer, tais como os do cólon, mamas e pulmões.

A vitamina D, conforme sabemos, é pródiga nos raios solares, onde se encontra embutida esperando a hora de vir ao encontro de nossas aveludadas, muitas vezes deliciosas, peles.

Portanto, é bom ficar exposto ou expostíssima ao sol. Foi a ciência e ciência americana quem decretou. Todos à praia, portanto. Sem aquelas pomadas e cremes desagradáveis à vista e ao tato. Não se arrependerão.

Conclusão

A imprensa britânica, ao dar a notícia e resumir, muito melhor do que eu, seus pontos médios, altos e rarefeitos, lembrou outras coisas que podem, como o sol e seus raios de seus raios (pegaram?), não passarem de lendas urbanas ou mitos sobre a ubíqua vitamina D.

Leite, salmão, sardinha e – aargh! – óleo de fígado de bacalhau contém vitamina D pra chuchu. O chuchu, não. Esse é indiferente. Como costumava ser com o sol dos anos 40, 50, por aí. We took the sun for granted, conforme dizem por aqui.

Ivan Lessa
Fonte: BBC Brasil -
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080114_ivanlessa.shtml

Sem dúvidas, a melhor performance de Sultans of Swing, do dIRE sTRAITS. Ao vivo, álbum Alchemy (1984). A seqüência final é extasiante.

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