Eu ué!
"Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo o mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."
(Riobaldo/João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas)Pesquise:
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Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Sonhada no Século XIX e efetivamente implantada entre 1907 e 1912, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré foi construída entre o nascente município de Porto Velho (vila em 1913) e Guajará-Mirim, no que hoje faz parte do estado de Rondônia. Em 1972 ela foi simplesmente abandonada. Veja mais informações, por exemplo, no Wikipédia.
Abaixo, algumas fotos feitas em 2010 na estação central em Porto Velho e no Km25, antiga parada de passageiros. Nesta parada se vê claramente o abandono imediato da EFMM, com composições ainda em sua linha e atualmente tomadas pela Floresta Amazônica.
Publicado em um olhar
Com a tag EFMM, Estrada de Ferro Madeira Mamoré, ferrovia, Km 25, locomotiva, Porto Velho, Rondônia, trem, vagão
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Troca de Gentilezas
Todas as manhãs e fins de tarde, mas principalmente nas manhãs, ocorre no bairro onde moro um bizarro baile. Como este é um bairro no qual 99,9% das construções são prédios, dos quais mais de 90% residenciais, todos os “totós” são trazidos à rua para seu alívio matinal.
Saquinhos nas mãos de seus criadores são tão raros quanto políticos honestos: você sabe que deve haver algum, torce para encontrá-lo, mas isso quase nunca acontece. Como os amigos dos totós não querem trabalho, mas também não são loucos para ver vantagem em deixar o resultado da obra de seus “melhores amigos das madames” em sua própria calçada, cada qual procura a calçada do vizinho! Solução prática, não é?!
As cenas que se vê seriam cômicas se não fossem absolutamente bizarras. A bondade e o desprendimento destes seres especiais e ungidos pelo bom senso e pela noção de que o público é de todos e não de ninguém, produz um baile diário de totós para lá e para cá, obrando e deixando suas obras para os vizinhos e para os pedestres em geral.
Inspirado em Fado Tropical de Chico Buarque, e desde já me desculpando com ele por isso, canto:
“Ai este bairro ainda vai cumprir seu ideal,
ainda vai tornar-se um imenso bostal”!
Publicado em contra o vento, crônica, o bafo
Com a tag cachorros, gentileza urbana, vizinhança
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Janela Indiscreta
Querendo ou não, sei algumas coisas básicas sobre alguns vizinhos cujas janelas da sala e a varanda da copa de seus apartamentos estão voltadas para meu escritório de casa, distantes cerca de uns 30 a 40m, presumo.
Como moro no local há 10 anos, considero tempo bastante razoável para muita coisa. “Vi” crianças nascendo e crescendo. Jovens adolescentes crescerem, passarem no vestibular, completarem 18 anos, tirarem carteira e ganharem carros. Começarem a namorar em casa, ou serem buscados em casa por seus pares. Casamentos se consumarem e se desfazerem. Alguns engordarem ou emagrecerem, enquanto outros ficavam cada vez mais calvos. Enfim, características básicas facilmente dedutíveis ou constatáveis pela simples observação desinteressada. E olha que não sou nenhum Sherlock Holmes, sobre o qual só li alguns livros no ano passado, antes de saber que sairia um filme a seu respeito no começo deste ano.
Pois bem. Existem vários casos que me intrigam. Talvez o principal deles seja o de um sujeito, fumante inveterado, que ficava invariavelmente em sua varanda, todas as noites, fumando e lendo algum jornal ou revista, ou às vezes apenas fumando e fumando. Viajo com certa frequência e, obviamente, não fico em casa 24 horas por dia, assim como não fico observando a janela o tempo todo em que nela (a casa) me encontro. Portanto, o que vejo são apenas fleches, instantâneos de alguns momentos específicos, o que torna inevitável a perda de vários e vários capítulos da trama da vida destas pessoas. Mas, voltando ao cidadão, não é que o mesmo simplesmente sumiu?! E este é o meu maior “drama”, ou mais precisamente curiosidade: se separou da família ou morreu?
Normalmente, quando ocorre uma separação, ainda assim, volta e meia, o que deixou o domicílio retorna ao local esporadicamente. Será que nunca coincidiu de vê-lo nestes momentos? Ou, nesta hipótese de separação, terá sido uma separação pouco amigável? Será que se cansou de ver a esposa neurótica pendurada, diariamente, nas janelas do apartamento para limpá-las e logo após colocar todos os móveis para cima para limpar os cômodos da casa?
Se separando ou morrendo, o fato é que depois que ele se foi nunca mais a neurótica se pendurou nas janelas.
Como diz Riobaldo, “viver é negócio muito perigoso…”.
Serra de Santa Helena, Sete Lagoas
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Com a tag lusco fusco, montanhas, parapente, pôr do sol, serra de santa helena, Sete Lagoas
5 Comentários
Isso não dá pra fazer!
Particularmente, sendo leigo no assunto e apenas enquanto cidadão que tem uma reflexão inicial sobre a questão, acho bastante “desconfortável” para nós eleitores essa coisa de simplesmente impugnar um candidato e dar a vitória ao segundo colocado, como vem sendo feito nos últimos anos. Considero um total desrespeito à vontade popular manifesta pelo voto. Óbvio que não sou a favor da permanência no cargo de político corrupto que tenha sido eleito se valendo de meios ilícitos. Não se trata disso. Político com mandato conquistado desta forma tem efetivamente que ser cassado, após os devidos trâmites legais. Não obstante, o mais adequado seria a convocação imediata de novas eleições. Uma coisa é um pleito ter x, y e z como candidatos, e outra coisa é ter apenas y e z. Se na primeira situação y ficou em segundo, não significa que ficaria em primeiro lugar se fosse candidato sem a presença de x. Para mim, este é o ponto. Não é matemática simples, como parece entender os tribunais eleitorais, provavelmente ancorados nas legislações existentes. Trata-se de legislações e/ou entendimentos míopes, que vê bem algumas coisas e outras permanecem embaçadas.
Para esclarecer com uma situação concreta: em BH (apesar de morar aqui há 17 anos ainda não transferi meu título, portanto nem participei desta eleição em si), por exemplo, a eleição do prefeito Márcio Lacerda está sob suspeição na justiça eleitoral e ele corre o risco de ser cassado. Se isso ocorrer, assumirá o candidato Leonardo Quintão, do “isso dá pra fazer”. Só que a eleição sem a presença de Márcio Lacerda teria sido outra. Jô Soares, por exemplo, teria muito mais chances de ser eleita. Outros candidatos, dentre os que concorreram e os que poderiam concorrer, teriam chances de se destacar frente ao gosto dos eleitores etc. O que acho injusto é simplesmente transferir a vitória para o segundo colocado, como se fosse um concurso qualquer. Isso não dá pra fazer!
Publicado em crônica, o bafo
Com a tag eleições, Jô Moraes, justiça eleitoral, Leonardo Quintão, Márcio Lacerda, vontade popular
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Ressurreição
Segundo o Wikipédia: Ressurreição em latim (resurrectione), grego (a·ná·sta·sis). Significa literalmente “levantar; erguer”.
Segundo o Aurélio: 1 – Ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar. 4. Fig. Vida nova; renovação, restabelecimento.
É isso… Divêrjo ressuscitou!
Publicado em seilá
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Sol de primavera
A primavera chegou, e com ela um dia visivelmente mais longo. Não, óbvio, o dia não tem mais que 24 horas, conforme se convencionou medir. Refiro-me ao tempo de luz em oposição ao tempo de breu. E é por isso que os espertos capitalistas inventaram o “horário de verão”, como sempre por motivos econômicos.
De minha janela, contradições da vida, já não posso mais aproveitar a primeira claridade da manhã. Se até uma ou duas semanas atrás o sol nascia um pouco mais para noroeste, agora ele caminhou um pouco mais para leste e saiu de trás de um imenso prédio em minha vizinhança que o cobria, vindo dar, desde os primeiros raios, diretamente em minha mesa de trabalho.
Tenho com o sol uma relação unilateral de respeito e admiração, mas com a devida distância imposta não apenas por nossas posições diferenciadas no Cosmo, como pelo fato inexorável de que suar é uma das coisas que mais abomino nesta vida! Admiro-o com os olhos, principalmente quando desponta no horizonte, seja ao alvorecer ou, ainda mais, ao entardecer, em que o lusco-fusco nos surpreende com suas cores. Nos outros momentos prevalece apenas o respeito e a devida distância.
A Great Day For Freedom (Live In Gdańsk) – David Gilmour
Direto do Canal “OfficialDavidGilmour”, do YouTube, um extrato de seu último lançamento: Live In Gdańsk, ocorrido neste mês de setembro.
Trata-se de uma apresentação ao vivo, em 26 de agosto de 2006, ocorrida em Gdańsk, Polônia, com a participação da orquestra “The Baltic Philharmonic Symphony Orchestra In Gdańsk“, regida por Zbigniew Preisner. Foi a última apresentação da turnê de “On An Island”, a pedido da “Gdańsk Foundation”, a qual assistiram 50.000 pessoas. Para quem não sabe, o líder operário, ativista dos direitos humanos e primeiro presidente polonês após o fim do regime comunista, Lech Walesa, era líder operário em Gdańsk, no estaleiro naval ali existente, onde ocorreu a apresentanção. Em um dos produtos foi registrado um encontro de David com ele.
A banda foi formada por Richard Wright (teclados e vocais), Phil Manzanera (guitarra e vocais), Jon Carin (teclados, programação e vocais), Guy Pratt (baixo e vocais) e Steve Stanislau (bateria e vocais), além, claro, de David Gilmour (guitarra e vocais). Cada um ganhou uma câmera exclusiva através da qual foram focalizados em close durante toda a apresentação, através de um painel especialmente montado acima do palco.
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“Live In Gdańsk” foi lançado em várias versões, com 2 CDs, 2CDs e um DVD, 2CDs e 2 DVDs, 3 CDs e 2 DVDs e, isso mesmo, 5 LPs. Clique aqui para baixar “A Great Day For Freedom”, em MP3, direito do site de David Gilmour.
Publicado em sonora
Com a tag A Great Day For Freedom, David Gilmour, Lech Walesa, Live In Gdansk
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Rio Tocantins, algumas imagens
Algumas modestas fotografias às margens do rio Tocantins, em Marabá, PA, feitas em um final de tarde de fevereiro deste ano.
Para começar, porém, uma imagem de satélite para registrar onde as fotos foram feitas:
A foto área abaixo foi feita quando estava chegando. Observe a confluência do rio Itacaiúnas com o Tocantins, na altura da chamada Velha Marabá. Para quem não sabe, Marabá é dividida em três: Velha Marabá (também chamada de Marabá Velha ou Marabá Pioneira), onde as fotos 2 a 7 foram feitas e o município iniciou seu processo de formação; Nova Marabá, porção mais a leste na imagem acima, onde desemboca a ponte rodoferroviária e, por fim, Nova Cidade, localizada mais ao sul, na outra margem do Itacaiúnas. Ano a ano a região da Velha Marabá, sobretudo onde foram feitas as fotos 2, 3 e 4, inunda e deixa diversas pessoas desabrigadas.

Em ângulo um pouco diferente ao da imagem de satélite anterior, a confluência dos rios Itacaiúnas e Tocantins, em Marabá - PA.(clique para ampliar)
Fotografia nº 1: Aspecto da ponte rodoferroviária da Estrada de Ferro Carajás, na qual os veículos trafegam em mão de trânsito inglesa. Ao centro se encontra a linha férrea, sendo que nesta foto o composição estava iniciando a travessia, carregada com o minério de ferro de Carajás.
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Fotografia nº 2: Confluência exata do rio Itacaiúnas com o rio Tocantins. Ano após ano esta área é alagada, as pessoas ficam desabrigadas durante algum tempo e depois retornam.
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Fotografia nº 3: Crianças brincam na porta de casa. O rio Tocantins está logo ali, a menos de 10 metros.
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Fotografia nº 4: Moça, aparentando não mais de 15 ou 16 anos, grávida, lavando vasilhas no rio.
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Fotografia nº 5: Fim de tarde às margens do rio Tocantins. A luz começa a diminuir e proporciona um espetáculo de cores.
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Fotografia nº 6: Jovens se divertem pulando do cais. Nesta época o rio Tocantins estava bem cheio, mas longe dos níveis que provocam enchentes.
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Fotografia nº 7: O sol da adeus ao dia, numa profusão de cores chamada lusco-fusco.













