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Dona Ruth, o Bolsa Família e a “grande” mídia

25 Junho, 2008 · Deixe um comentário

Dona Ruth morreu, que Deus a tenha. Pessoalmente, não tenho nada contra ela. Mas, ninguém quando morre é feio ou ruim. Não que ela fosse. Mas, estão dourando demais a pílula… O presidente dos tucanos declarou que ela tinha grande prestígio no partido, adiando a comemoração de seus 20 anos que ocorreria hoje. A “grande” impressa, desde ontem, quando foi anunciada sua morte, a aponta como mentora do Bolsa Família, dizendo que já estava tudo acertado para que os programas de vale gás, vale leite e o escambau fossem unificados no famoso programa de transferência de renda do Governo Lula, criticado no Brasil e reconhecido no mundo inteiro. Agora, da noite para o dia, da vida para morte, o Bolsa Família virou obra de dona Ruth! Nem isso o Governo Lula fez! E a influência de dona Ruth era tanta entre os tucanos que eles são os maiores críticos do programa… Ora, faça-me o favor de não nos tratar como idiotas!

Abaixo o exemplo de Dimenstein…

Ruth Cardoso é um dos personagens discretos por trás da maior realização social da gestão Lula: a Bolsa- família.

Como uma das mais notáveis estudiosas brasileiras da questão social, Ruth Cardoso ajudou, quando era primeira-dama, na implementação de ações governamentais que fossem focadas e envolvendo diferentes esferas de poder, num esforço para evitar a superposição da tarefas e desperdício de recursos.

Havia tempo, ela observava a pulverização inconseqüente de planos oficiais. Até então praticamente não existiam no país projetos envolvendo tantos e tão diversos ministérios e secretarias, centrados no município.

Nessa visão, ela vinha impulsionando, dentro do governo FHC, um plano para que as diferentes bolsas (bolsa-escola, bolsa-alimentação etc) existentes fossem unificadas em torno de apenas um eixo –no caso, a família. Buscava-se um único cadastro para os programas.

Todo esse esboço de unificação já estava encaminhado quando Lula assumiu poder.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u415856.shtml

Categorias: seilá

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