dIvêRjo

Sobre

Sobre: odracir seravla

Nome Completo
ricardo alvares

Detalhes
antropólogo; observador; um tanto quanto enrolado; ativista político por um lado, anarquista por outro; curto muito minha família, meus amigos de ontem e de hoje; não consigo viver sem música, mas odeio dançar; o dinheiro, infelizmente, é um mal necessário; tenho preocupações estéticas com o que faço, muito pouco comigo; curto montanhas, embora tenha preguiça de escalá-las; gosto de fotografar o lusco-fusco; vivo me perdendo neste mundo sem fim chamado internet e uso muitas reticências, pois acredito que nada acaba… nem com a morte…

Sites (URL)
http://diverjo.wordpress.com
http://quilombos.wordpress.com
http://www.forumquilombola.com.br

“Antes não querer do que não haver”

Leozina era um sábia indígena, que teve a mãe “pega no laço”, da qual descendo, com orgulho, pela linha materna. A paterna permanece nebulosa, e assim sempre há de ficar. Pois bem, Leozina, minha avó, era uma sábia que, a seu modo peculiar, dizia coisas profundas. Uma delas: “antes não querer do que não haver”. Ora, se a pessoa tem a opção de não querer, é porque algo existe. Portanto, teve direito de escolha, poder de decisão, autonomia. Se não existisse… bom, se não existisse…, sei lá! A pessoa não poderia optar, ora bolas!

Este blog nasce com este espírito leoziniano. Ele existe. Pior seria se não existisse, pois assim não teriam sequer a oportunidade de optar por não lê-lo…

Mas, de minha parte, vou me divertindo vendo este dito cujo se diversificando, ilustrando um pedaço do que sou, do que penso e do que, é claro, me disponho a tornar público.

Isso, claro, quando tenho tempo, inspiração e paciência!

“A arte de cuspir”

Sem fugir de minhas responsabilidades e confessando que normalmente me esforço para escrever o mais possível de acordo com os preceitos gramaticais, quero me permitir concordar com Ezio Flavio Bazzo, em A arte de cuspir:

“Se por acaso, usei em alguma palavra um z no lugar de um s, ou um ç no lugar do ss, se coloquei um circunflexo onde deveria ter colocado um grave ou um agudo, ou um r onde seria melhor usar rr, em que isso melhorará ou piorará minha obra? E entendam bem, se o fiz, foi porque, no momento crucial de meus delírios, achei que deveria ser assim, e assim o será, mesmo que os linguistas e os gramáticos de todo o planeta façam uma gestão junto à Academia, e junto aos Ministros para enforcar-me. O intelectual, já é tempo de se dizer, é sempre um ditador, um prétentieux e uma besta ruminante que ao invés da erva rumina o verbo. Portanto, que fique bem claro: todos os “erros” eventualmente encontrados aqui, são de inteira e absoluta responsabilidade do leitor e de sua família.”

(Ezio Flavio Bazzo)

“Sistematizando o caos”

Estou, aqui, nada mais que tentando sistematizar uma ínfima parte do caos tenebroso e sorrateiro que atravesso a cada segundo…