Segundo o dublê de psicólogo e escritor “maldito” Ezio Flávio Bazzo, em seu livro de aforismos intitulado “A arte de cuspir, ou a dialética dos porcos”, este é o “estilo típico dos preguiçosos”. Um pouco de “A arte de cuspir”:
“As dificuldades que os indivíduos têm para ouvir os outros, levanta a hipótese de que o ouvido tenha sido incorporado ao corpo muito depois da língua.”
“Meu ódio de negócios é tão profundo, que quando sou obrigado a fazer algum, costumo ‘negociar’ contra mim mesmo. Se tivesse caído frequentemente nas mãos dos comerciantes, já teria perdido até minhas córneas.”
“Se dependesse de meus livros para sobreviver, já não seria possível localizar nem mesmo o carvão de meus ossos.”
“Eu mesmo penso, escrevo, edito e vendo meus livros. Sou um cínico perfeito!”
“As estradas e a mochila: um homem não precisa nada além disso. Seu verdadeiro mal é o espelho!”
“Ontem, um homem valia pela quantidade de flechas que transportava consigo. Hoje, na modernidade, ele vale pelo número de chaves que exibe tilintando na cintura. O chaveiro é o mais ridículo atestado da roubalheira e da imbecilidade humana.”
“Apesar das aparências, a humanidade nunca se preocupou verdadeiramente com a ‘alma’, sua grande neurose esteve sempre associada ao futuro dos ossos!”
“Cuspir é uma arte perversa. Por mais hábil que se possa ser, e por mais que se conheça as artimanhas do vento, o cuspe acaba sempre voltando e melecando o rosto daquele que o cospe.”
Ezio Flávio Bazzo




